segunda-feira, 25 de março de 2013

Ilustração: O burrinho problema!


Atenção amiguinhos! Hoje ouviremos a estória: ‘O Burrinho Problema’

Numa bonita chácara, vivia seu João e sua família. Como eles gostavam de Mimoso, o burrinho de estimação.

Mimoso era prestativo, acostumado a puxar carroça, e além do mais, o único animal que eles possuíam!

 Mas um dia, que tristeza! Precisando muito de dinheiro, resolveram vender o burrinho. Zézito correu preparar o Mimoso para a triste viagem ou despedida.

Pegou a raspadeira e pôs-se a escová-lo. ‘Mas... Que tal um banho? Pensou Zézito! Mimoso ficará com o pelo muito mais macio e brilhante! Quanta gente vai querer comprá-lo.

Muito bem! O burrinho estava lustroso e faceiro com um lindo cabresto no pescoço! E assim partiram seu João, Zézito e Mimoso.

O garoto ia puxando o burrinho para que este não se cansasse, e ele e o pai iam a pé.

De repente, um rapaz que passava de bicicleta, disse: ‘Será caduquice ou penitência? Rá, rá, rá... ’.

Seu João achou que o rapaz tinha razão. Montou no animal e mandou Zézito puxá-lo. Andaram um pouco, e o menino já estava cansado.

Encontraram então uma senhora que, de olhos arregalados, exclamou: ‘Tem graça! Um marmanjo montado, e o coitadinho do menino a pé!’

Seu João achou que era isso mesmo e, estendendo a mão para o menino, o ajudou a montar no burro. Agora, quem ficou chateado foi Mimoso. Mas... A viagem continuou.

‘Quero ver o que vão dizer agora Zézito!’ Perto da cidade, viram uma banca de frutas, e o vendedor gritou: ‘Não sejam tolos! Querem vender o animal e vão os dois montados nele? Assim, quem vai chegar à cidade será à sombra do pobrezinho!’ Seu João: ‘Tá certo meu filho, acho que ele tem razão!’

‘Eu apeio, e você que é levezinho, vai montado. ’ E assim andaram quase um quilometro sossegado.

Porém, que surpresa ao verem ao verem um menino, curvado diante deles dizendo: ‘Bom dia, majestade!’ ‘Por que majestade?’ Indagou Seu João. ‘Por que, apenas reis andam assim, com um criado as rédeas!’ Respondeu o menino. ‘O que? Criado eu? Que desaforo! Desce depressa, Zézito!’ Disse seu João. E o menino desceu. O senhor cansado de tanto palpites, teve outra idéia: ‘Meu filho, agora é o Mimoso que vai descansar! Vou carregá-lo um pouco, e assim contentaremos a todos. ’

E então fazendo o maior esforço do mundo, pôs o burro nas costas e, quase caindo, continuou o seu caminho.

‘Olhem, olhem!’ Que gritos horríveis! Era um grupo de meninos que vaiavam os nossos viajantes: ‘Uh, uh! Vejam três burros! Dois a pé, e um carregado. Qual deles é o mais burro?’ Seu João, irritado com mais uma crítica, tirou o burrinho das costas dizendo:

‘O mais burro sou eu! Pois venho dando ouvidos aos palpites de toda gente, mas vejo que é impossível satisfazer a todos! De hoje em diante, darei ouvido apenas a voz da minha consciência! Zézito, paz com a consciência e bola pra frente!’

E... Já era quase noite , quando seu João e Zézito deram meia volta em direção à fazenda, pois resolveram não mais vender o burrinho de estimação.