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terça-feira, 13 de maio de 2014

DESAFIO AO TRABALHO COM AS CRIANÇAS: EDIFICANDO O MURO

BASE BÍBLICA:Mateus 18:1-14, Lucas 18:16

Jesus, porém, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus.
Lucas 18:16

QUAL É A VONTADE DE DEUS PARA AS CRIANÇAS?

1) QUE ELAS NÃO SE PERCAM(Mateus 18:14)

2) QUE VENHAM A DEUS (Marcos 10:14)

Jesus disse :’’Não as impeçais’’fala de escandalizar,não ofender, não fazer tropeçar , ou não colocar algo no caminho para que a criança tenha dificuldade de ir até Jesus.
Estamos nós ofendendo um desses pequeninos???
Há crentes que infelizmente estão construindo um muro, colocando pedras de tropeço (pedras de ofensa)entre as crianças e Cristo.

1ª pedra:SÃO MUITO PEQUENAS-Marcos 9
Respondeu-lhe um dentre a multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo; e este, onde quer que o apanha, convulsiona-o, de modo que ele espuma, range os dentes, e vai definhando; e eu pedi aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.
Ao que Jesus lhes respondeu: ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos hei de suportar? Trazei-mo.
Então lho trouxeram; e quando ele viu a Jesus, o espírito imediatamente o convulsionou; e o endemoninhado, caindo por terra, revolvia-se espumando.
E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.
Ao que lhe disse Jesus: Se podes!-tudo é possível ao que crê.
Imediatamente o pai do menino, clamando, {com lágrimas} disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade.
E Jesus, vendo que a multidão, correndo, se aglomerava, repreendeu o espírito imundo, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e nunca mais entres nele.
E ele, gritando, e agitando-o muito, saiu; e ficou o menino como morto, de modo que a maior parte dizia: Morreu.
Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu; e ele ficou em pé.
E quando entrou em casa, seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que não pudemos nós expulsá-lo?

2ª pedra:DÚVIDAS SOBRE A SALVAÇÃO Mateus 18:6
Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do ma
Mateus 18:6

3ª pedra:FALTA DE AMOR Romanos 5:5
e a esperança não desaponta, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
Romanos 5:5

4ª pedra:MUITA OCUPAÇÃO

5ª pedra:FALTA DE PREPARO Tiago 1:5
Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.

6ª pedra:INCAPACIDADE Tiago 1:5

7ª pedra:FALTA DE CONTRIBUIÇÃO II Coríntio9:7
Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.
2 Coríntios 9:7

8ª pedra: FALTA DE ORAÇÃO Lamentações 2:19
Levanta-te, clama de noite no princípio das vigias; derrama o teu coração como águas diante do Senhor! Levanta a ele as tuas mãos, pela vida de teus filhinhos, que desfalecem de fome à entrada de todas as ruas.
Lamentações 2:19

9ª pedra:DIFICULDADES NO LAR-Atos 16:1
Chegou também a Derbe e Listra. E eis que estava ali certo discípulo por nome Timóteo, filho de uma judia crente, mas de pai grego;
Atos 16:1

10ª pedra:FALTA DE VISÃO João 4;35
Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.
João 4:35

DEVEMOS TIRAR ESSAS PEDRAS QUE IMPEDEM 
OS PEQUENINOS DE CHEGAR-SE A JESUS.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A importância da Ebd no tempo dos Super-heróis.

Homem-Aranha, Batman, Super-Homem, Hulk, Mulher-Gato, Homem de ferro, Thor e os vingadores. Estes são alguns exemplos dos super-heróis que saíram dos gibis, e agora estão presentes nos cinemas gerando bilheterias astronômicas e filas quilométricas de crianças.


Quem nunca viu uma criança, fantasiada ou não, correndo pela casa imitando o seu super-herói preferido. Uma pesquisa realizada pela fabricante de brinquedos Mattel se interessou pelo assunto e, em parceria com o instituo de pesquisa GFK Indicator, realizou um estudo para descobrir qual a influência dos super-heróis na vida dos pequenos.

Segundo os resultados dos estudos os papais e as mamães podem ficar tranquilos! Os psicólogos da pesquisa concluíram que os super-heróis do passado (aqueles que, por exemplo, possuem identidade secreta) agregam valores ao dia a dia dos pequenos, como ética, humildade e, claro, coragem. Isso acontece porque as crianças conseguem se identificar com os heróis, pois, mesmo com superpoderes, eles têm seus momentos de fraqueza e sentem medo.

O aspecto mais interessante da pesquisa foi o modo como ela foi realizada: os psicólogos convidaram meninos de 6 a 10 anos para viver uma historinha de gibi, em que cada um deles se tornou um aprendiz de super-herói. Eles foram observados durante toda a brincadeira e, no momento em que lutavam contra os vilões, os psicólogos perceberam a importância do lado “mal” da história. Os vilões valorizam a existência de um herói e são importantes para que os pequenos saibam não só que o mal existe, mas também que ele pode ser vencido.

Para os professores de Ebd este estudo abre uma nova perspectiva na metodologia de ensino da bíblia, ou seja, o uso mais lúdico dos personagens bíblicos nas aulas de Ebd. Que criança não iria querer ter a fé de Abrão, a força de Josué, a inteligência de Moisés ou a coragem de Davi. Todos os personagens bíblicos são heróis em potencial, e cabe ao professor de Ebd tirar da história de cada um deles os elementos educacionais e princípios bíblicos para a vida da criança, como coragem, fé, amor, esperança, etc.

A utilização dos personagens bíblicos na educação da criança, não é uma fuga da realidade bíblica, mas sim, um exercício inevitável de fantasia da criança. Fantasia está que faz parte do desenvolvimento humano. Pois, esta brincadeira de imitação é uma forma da criança se aproximar do personagem e com ele se identificar. Essa identificação no mundo da fantasia pode ser muito benéfica, pois o professor orientará a criança na interpretação correta da vida do personagem bíblico e na sua aplicabilidade para o mundo da criança. E assim, no futuro veremos as nossas crianças brincando de ser Davi, Elias, Josué...

Adaptado: Revista Nova Escola.

Wades André
Pedagogo
Portal ebdbrasil


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Pense nisso!


Fazer que as crianças recebam verdadeiramente a Jesus Cristo como Salvador, baseadas em um conhecimento claro da mensagem do evangelho, deve ser a nossa maior preocupação. Jesus disse: “Deixai as crianças e não as impeçais de virem a mim, p...orque de tais é o reino dos céus” (Mt 19.14).
Como a criança entende o pecado?
Para a criança:
• Primeiro, pecado é tudo que é proibido.
• Depois, ela entende que imoral é todo comportamento que magoa os outros.
• Finalmente, ela entende que pecado é o que ofende a Deus, por causa dos motivos que são errados.(A consciência de escolha desenvolve, quando a criança começa a raciocinar - “por que fiz aquilo?” Ela escolhe o errado conscientemente.)

Como saber se a criança já está pronta 
para entender o plano de salvação?
• Conhecendo e convivendo com a criança! É preciso estar constantemente com a criança, conhecendo seu desenvolvimento e características próprias.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Pense nisso!


"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele". Provérbios 22:6 

Se verdadeiramente quisermos que este versículo seja uma realidade na vida de nossos filhos, cabe a nós, pais e mães, em obediência a Palavra de Deus, evangelizar e discipular nossos filhos. Precisamos além de levá-los a Jesus, ensiná-los a crescer na intimidade e comunhão com Deus.Ensinar a criança no caminho em que deve andar é muito mais do que levá-la a igreja domingo após domingo, é muito mais do que ensiná-la a ser religiosa, é muito mais que ensiná-la a orar na hora das refeições, é muito mais que proibi-la de assistir um desenho da Disney, é muito mais que ler a Bíblia só no dia em que dá tempo, é muito mais do que cursá-la em um colégio cristão, é muito mais que delegar a professora da Escola Dominical o que Deus nos delegou como pais.

Ensinar a criança no caminho em que deve andar é viver a vida de Cristo a cada momento de nossa vida, é exalar o bom perfume de Cristo em nossos lares, para que nossos filhos vejam Cristo e o seu amor através de nós.
Ensinar a criança no caminho em que deve andar é levá-la a amar a Jesus de todo o seu coração e sua alma, como nós amamos, é ensiná-la a ter comunhão íntima com Jesus como nós temos, ensiná-la a ter desejo de orar, falar com Deus como nós, é ensiná-la a ter fome da Palavra e se alimentar diariamente como nós nos alimentamos.


Ensinar a criança no caminho em que deve andar é colocar a Palavra de Deus no coração e na alma de nossos filhos, estando sempre a frente dos seus olhos. É ensinar a tempo e fora de tempo, é almoçando na mesa, brincando no chão, tomando banho, fazendo jantar, comendo juntos. Andando no caminho da padaria, da escola, do shopping, da feira, do parque. É ensinando na hora de deitar, na hora de se levantar para a escola (Dt 11:18 a 21) e quando for velho não se desviará deste caminho, pois as promessas de Deus são verdadeiras, não mudam e não falham.


Sendo assim porque tantos jovens que foram "criados em lares evangélicos" e foram "criados na igreja" estão hoje longe de Deus, desviados para as drogas, alcoolismo, prostituição, marginalidade? Ou mesmo não querendo nada com Deus. Quem falhou ? Deus ou nós os pais?Hoje é o tempo urgente para vivermos essa promessa de Deus em nossos lares, pois como pais desta geração precisamos também com urgência obedecer e viver a Palavra de Deus em Deuteronômio 11 e Salmos 78.

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Apascentando Crianças para Jesus
Texto de Claudia Guimarães

quarta-feira, 10 de julho de 2013

IGREJAS QUE NÃO INCLUEM AS CRIANÇAS EM SUAS PROGRAMAÇÕES

Jesus nunca pediu para que as crianças fossem retiradas de suas mensagens, pelo contrário, quando algumas crianças foram levadas ao mestre para que ele as tocasse Foram os discípulos que dificultaram as crianças chegar ao mestre. Foi aqui que nasceram os primeiros diáconos, não que todos sejam desta forma, mas muitos.

Jesus vendo a atitude dos discípulos repreendeu-os, ficou indignado, pediu para que eles deixassem as crianças ter livre acesso dizendo: “Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus. (Marcos 10 v.13).”.

O mestre sabia que impedir as crianças de ter acesso a Ele, era a mesma coisa que dizer que elas não são importantes para o Reino de Deus. Imagine você, ser o membro de uma igreja e não poder conversar com o seu pastor! Ser barrado pelos seguranças do pastor!
Parece brincadeira, mas já existem pastores e apóstolos que agem desta forma.

Qual é a criança que ama alguém que a despreza? Será que esta pergunta não deve ser feita para alguns ministérios?

Em muitas igrejas encontramos a mesma atitude dos discípulos, muitas crianças são deixadas de lado de algumas programações.

Pode parecer contraditório, mas quando existem as nomeadas “programações da família”, em muitas igrejas, os pais recebem a orientação para deixar os filhos em casa, com avó, com a vizinha, com uma irmã para que a programação saia como planejada, da melhor forma possível, para que ela tenha sucesso.

E eu me pergunto:Será que estas programações são para a família? Será que a melhor programação para a família é aquele que os filhos atrapalham quando participam?

Certamente não.

Os filhos fazem parte da família, são personagens principais e não coadjuvantes, são bênçãos e não maldição,devem participar das programações para que saibam que eles são importantes para o corpo de Cristo e para a família.

Não digo que elas devem fazer parte de toda programação, mas deveriam participar de algum tipo de atividade no período que os pais recebem a ministração. Muitos não participam destas programações porque não tem com quem deixar seus filhos.

Se a igreja vai fazer uma programação especifica para casais deve procurar a ajuda dos professores ou do ministério infantil! Eles podem programar algum evento no mesmo horário do que da programação dos pais. Não é tão difícil resolver esta questão, basta querer e ter vontade.

Para alguns líderes, a criança não nota tal diferença, mas pelo contrário, existem crianças que estão com o olho no brinquedo e o ouvido no púlpito, na hora do aviso, elas sempre estão ligadas!

Certa vez, o meu filho, Lucas,quando tinha 7 anos, teve uma atitude interessante.
Quando chegamos da igreja, ele foi para o seu quarto. Começou arrumar as malas, e a minha esposa perguntou o que ele estava fazendo. A resposta veio :Estou arrumando as minhas malas porque o pastor disse que Jesus pode vir a qualquer hora e levar a gente pro céu! 

Quando o pastor estava pregando, ele brincava no banco da igreja.

Agora, como uma criança se sente, ao ser excluída de uma programação nomeada “da Família”?

Como uma criança vai ter prazer em ir a um lugar que a exclui da sua própria família?

Se a igreja demonstra interesse por elas, esta atitude gera amor e um relacionamento com a igreja. Os melhores relacionamentos são criados por aliança de amor.

O caso se agrava em alguns ministérios em que a criança é excluída explicitamente. Existem igrejas que possuem um lugar amplo, capaz de oferecer uma estrutura compatível aos que os pequenos necessitam para aprender da palavra de Deus da melhor forma possível, mas elas não têm o objetivo de evangelizar as crianças e interesse de ter as crianças ativas no ministério.

Certa vez, perguntaram-me por que as crianças são tratadas desta forma. Não demorei a responder: “Existem igrejas que não tem programações para as crianças por que elas não são dizimistas, empresárias e não podem participar de algumas campanhas “desafiadoras”. Eles não têm interesse de promover programações para quem não dá lucros aos caixas eclesiásticos.”
Amar os pequeninos é uma questão de Cristianismo
Graças a Deus não são todas que desprezam as crianças, reconheço que muitas igrejas investem nos pequenos, fazem evangelização em escolas, creches e nas ruas demonstrando o verdadeiro amor que Jesus tem com os pequeninos. Preparam os seus professores investindo em cursos especializados para a evangelização infantil. Isto é Cristianismo!

Os pastores e líderes de ministério precisam entender que, quando Deus deu o seu Filho para morrer por nós, as crianças não foram retiradas do pacote. Elas fazem parte do plano de salvação.

A igreja deve entender que hoje elas são crianças, amanhã serão adolescentes e no futuro, adultos. A criança é a igreja de “hoje e não do futuro”.

Elas também têm a necessidade de reconhecer o seu pecado, se arrepender e aprender que Deus as ama de tal forma que quer ter um relacionamento com elas. Quando mais cedo o ser humano aprender que Deus o ama, o seu relacionamento será alicerçado na Palavra que salva, edifica e promove a libertação do pecado, mais cedo.

Muitas vezes esquecemos que temos apenas que semear a Palavra para que o Espírito Santo possa convencer do pecado, do juízo e da Justiça ( João 16v.8). Quanto mais cedo o Espírito Santo trabalhar na vida do ser humano, mais cedo ele aprenderá que Deus o ama. Não foi desta forma que muitos largaram o que faziam para ter uma nova vida em Cristo?

Quando se fala em evangelização, não posso deixar de dizer que a criança deve ter a sua própria linguagem, ela aprende com mais facilidade quando visualiza e ouve. É necessário que as igrejas invistam nos pequeninos da mesma forma que fazem cafés para empresários.

Para algumas igrejas, comprar historinhas, flanelógrafos, fantoches, brinquedos para a brinquetoteca, livros com historinhas infantis para distribuir entre as crianças e outras ferramentas necessárias para a evangelização, é um investimento caro,mas para fazer café para empresários todo mês, a igreja não pensa duas vezes.

Investir na criança pode gerar salvação, uma vida com temor a Deus. Se você observar o índice de adultos que aprendem a palavra de Deus na infância, você verá que, “ensinar a criança no caminho que deve andar para que ela não se esqueça dele”, é uma grande verdade.

QUALIDADES DO MORADOR DO CÉU
Quando Jesus demonstrou as qualidades do morador do céu, ele não citou as qualidades do sacerdote, do catedrático nas Escrituras, do levita, do apóstolo, mas ele apresentou as características de uma criança ( Mateus 18 1-10).

As características que Jesus mostrou para aqueles que perguntaram quem é o maior no reino são bem diferentes daquelas que são observadas nos dias de hoje. Às vezes queremos ser o pregador “A”, o Conferencista “B’, ser como o profeta “C’ ou o apóstolo “D”,mas nunca queremos ser como uma criança.

humildade é a característica fundamental para o morador do céu.

Será que temos humildade para entender que devemos ser como uma criança? E que elas são tão importantes para o Reino de Deus?

Alguns dão mais valor no conferencista que cobra cachê para dizer aquilo que Jesus nos deu de graça do que na criança.

Receber as crianças é um sinônimo de receber o próprio Jesus (Mateus 18 v. 5) . Infelizmente, muitos não sabem o reflexo espiritual na vida de uma criança quando rejeitada, anulada e esquecida de lado. Quem fizer um pequenino tropeçar em sua vida espiritual, terá que pagar um preço muito caro.

Jesus disse que quem fizesse um dos pequeninos tropeçar, seria melhor que lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e se submergisse na profundeza do mar. ( Mateus 18 v. 6).

Jesus disse: “Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus. (Mateus 18v.7-10). “

A Bíblia demonstra que as crianças sempre participaram da vida de Jesus, adoraram em espírito e em verdade o mestre no templo cantando “ Hosana ao Filho de Davi.”

Os principais sacerdotes se indignaram quando os pequeninos reconheceram quem era Cristo, Jesus não hesitou em responder: Sim; nunca lestes: “ Da boca de pequeninos e de criancinhas de peito tiraste perfeito louvor?”

Conclusão

Se o mestre reconhecia a importância dos pequenos adoradores, nunca o afastava de seu ministério, dava o devido valor a eles, a ponto de usar suas características para dizer quem vai morar no céu, repreendeu os discípulos quando quiseram opor-se que o mestre os toca-se, quem somos nós para impedir que a criança tenha livre acesso ao Salvador?

Quem somos nós para impedir a sua participação nas programações da igreja?

Quem somos nós para não dar o valor que Jesus deu a elas?

Seria mais fácil fechar as portas da igreja do que manter este tipo de posição que não sustenta as características do corpo de Cristo. Deixe que as crianças venham até Jesus porque delas é o Reino de Deus.

Fonte: http://www.evangelhohoje.com/2012/01/criancas-na-igreja.html

quarta-feira, 5 de junho de 2013

PROBLEMAS DA ESCOLA DOMINICAL (Gilberto Celetti)



Realizei uma enquete nos meses de outubro e novembro de 2009, com a pergunta:
Como funciona o Departamento Infantil da Escola Dominical de sua igreja?

Obtive o seguinte resultado:
Em 10% das respostas a igreja não possui mais a Escola Dominical

Nas que ainda mantém a estrutura da Escola Dominical:

20% - Têm classe única para todas as crianças
80% - Têm classes divididas por idades

32% - Há rodízio de professores a cada domingo
68% - Os professores permanecem fixos ao longo do ano

25% - Os professores dão lições avulsas conforme a sua escolha.
75% - Os professores seguem um currículo escolhido pela direção da Escola

Percebo uma tendência cada vez mais acentuada de esvaziamento da Escola Dominical e que há muitas igrejas que não têm nenhuma preocupação quanto ao que as suas crianças recebem de educação bíblica e cristã.

Alguns líderes dedicados ao ministério infantil em suas igrejas estão cada vez mais desanimados com a dificuldade de conseguirem professores devidamente capacitados para trabalharem com as crianças, de acordo com a sua faixa etária.

Além desta dificuldade, estão apontando outra, ainda mais problemática: hoje, quando alguém porventura se apresenta para ajudar, não quer assumir um compromisso que exija dedicação domingo após domingo. Querem ajudar apenas um domingo por mês.

Um dos problemas mais cruciais está relacionado ao currículo que é adotado.

Embora ainda a maioria das escolas dominicais tenha um currículo estabelecido para o ano, é raro encontrar uma igreja que tenha um currículo em longo prazo, contemplando a criança ao longo de todo o período da infância, e que transmita uma visão histórico-cronológica da Bíblia.

Há algumas histórias bíblicas que as crianças ouvirão dezenas de vezes. Outras histórias jamais ouvirão. O grande problema é que falta a visão de transformar as histórias em lições que as crianças possam aplicar em sua vida diária.

Há boas igrejas que até procuram estruturar bem o chamado “Departamento Infantil”, no entanto o seu objetivo com isto é fazer com que os pais destas crianças sintam-se felizes por terem uma igreja que se preocupa com as suas crianças. Este é o seu único alvo. Falta, infelizmente, em muitas destas igrejas, uma visão de se investir mesmo na formação da criança.

Este assunto é sério e solene. Assiste-se ao fenômeno, cada vez, de crianças estarem sendo “igrejadas” e não evangelizadas e discipuladas.

Gilberto Celetti

Recebi pelo Grupo de EBD Infantil (Sandra Mac/RJ)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ENSINANDO CRIANÇAS DE LARES PROBLEMÁTICOS


Nenhum lar está isento de problemas. Porém, um número cada vez maior de famílias, em nossos dias são disfuncionais. As famílias entram às vezes em crise quando um dos pais falta, seja por causa de morte, suicídio, ou divórcio. Padrões destrutivos também são encontrados até mesmo nos lares em que os dois, pai e mãe, estão presentes. Alguns pais tão traumatizados por eventos penosos que viveram no passado que não conseguem satisfazer as necessidades dos filhos. É enorme o número de crianças obrigadas a viver em ambientes negativos devido irá crônica, negligência, ou outras formas de abuso.

Procure Entender a Percepção das Crianças de Lares com Problemas
As crianças de lares com problemas são muitas vezes perseguidas por sentimentos de medo ou desespero. Muitas sentem solidão e isolamento, pensando que seus problemas são únicos. Elas ficam confusas porque amam os pais, porém sentem-se geralmente impelidas pelo desejo de obter a aceitação dos pais – mesmo que essa seja impossível. Quando fracassam em suas tentativas de agradar, sua falsa culpa (sentir-se mal sobre o que pensam ter feito) se transforma em vergonha (sentir-se mal sobre quem pensam que são) e acabam convencidas de que não têm valor.

Fique Atento aos Sintomas das Crianças Magoadas
As crianças de lares com problemas aprendem três regras: NÃO CONFIE/NÃO SINTA/NÃO FALE. Muitas delas transferem essas regras para o relacionamento fora de casa. Embora muitos desses meninos e meninas vivam continuamente em um estado de negação, construindo mundos de fantasia para bloquear os seus problemas, outros podem torna-se calados, não se comunicando com naturalidade. Num grupo, essas crianças muitas vezes parecem desatentas ou retraídas. Elas talvez tenham dificuldade em prestar atenção ou não queiram participar das atividades. Algumas crianças magoadas podem demonstrar irá ou agressividade. Outras podem se agarrar ás pessoas ou bancar o palhaço, mostrando sua necessidade de aceitação e afeto ao solicitar atenção permanente – de maneira positiva ou negativa.

Um desafio enfrentando pelos que trabalham com crianças é discernir a razão do comportamento delas.. Precisamos de ajuda do Espírito Santo para descobrir quais as crianças cujos problemas exigem tratamento especial. Devemos lembrar que as necessidades de todas as crianças (de todo mundo, por sinal) são basicamente as mesmas. Todos precisam de respeito e atenção, incentivo e amor. O professor desempenha às vezes um papel vital como o único adulto capaz de ajudar crianças carentes, a ver o seu valor aos olhos de Deus.

Permita que Deus use Você para Satisfazer as Necessidades das Crianças Perturbadas.
  1. Planeje sua aula de modo que Cristo seja o tema Central. Ao trabalhar com crianças necessitadas, compreenda que a melhor maneira de resolver os problemas delas é fazê-las conhecer a Deus, recebendo Jesus Cristo como Salvador e Senhor. Evangelize e discipule: apresente às crianças Aquele que irá acompanhá-las vida a fora para satisfazer cada necessidade;
  2. Faça cada criança sentir-se bem-vinda e aceita. Neutralize os sentimentos de rejeição que as crianças possam ter, cumprimentando cada uma com um sorriso amigo, uma palavra amável, e a mão no ombro. Demonstre-lhes que você está contente com a presença delas. Trate cada uma com respeito. O amor de Deus por nós não se baseia em nossa aparência ou no que fazemos;
  3. Torne sua classe um lugar seguro e estável. Para as crianças cuja situação familiar é caótica, um ambiente agradável e ordeiro, com certa rotina, pode ser um oásis. Peça ajuda de Deus para capacitá-lo a ser bem–humorado e mostrar amor;
  4. Discipline adequadamente. Os lares com problemas são freqüentemente caracterizados por padrões de disciplina rígidos, inconsistentes ou permissivos. Estabeleça, explique e reforce regras simples para classe, com palavras bondosas, firmes e consistentes. Quando for necessária correção, critique o comportamento e não a criança. Deixe que esta saiba que você acredita que ela pode melhorar;
  5. Ofereça um programa interessante e desafiador. As crianças com problemas dificilmente tem oportunidade de participar de divertimentos saudáveis. Procure envolve-las em atividades criativas que lhes irão estimular o crescimento. Ajude as crianças carentes a preencher os vazios em sua vida diária, sugerindo maneiras de passar as horas de lazer ou solidárias em atividades que agradem ao senhor. Ensine-as a escolher os amigos com sabedoria. Ajude-as a conhecer livros cristãos. Considere levá-las a passeios e excursões no campo.
  6. Modele a vida cristã vitoriosa. Você pode ser o único adulto salvo na vida de uma criança necessitada. Deixe que os meninos e meninas vejam Cristo em você. Não tente dar ás crianças a falsa impressão de que você é perfeito; em vez disso, seja transparente. Quando apropriados, conte as dificuldades que enfrentou e explique as maneiras como foi ajudado por Deus durante as crises;
  7. Ouça as crianças e incentive-as a falar. As crianças que passam por problemas quase sempre precisam expressar seus temores e preocupações. Fique à disposição delas e tome tempo para ouvi-las com atenção. Pergunte às crianças sobre os seus interesses e atividades. Enquanto falam, faça comentários positivos. Não force detalhes, mas mostre que se importa sinceramente. Ajude as crianças a pensarem positivamente sobre elas mesmas e a desenvolverem alvos para o futuro. Ganhe a confiança delas, mantendo em sigilo as informações recebidas delas
  8. Assegure e encoraje as crianças. Assegure as crianças do amor e aceitação de Deus. Conte a elas que Ele deseja perdoar e salvar. Ajude-as a compreender que não precisam sentir culpa quando outros agem errado (membros mais velhos da família ou vizinho). Faça elas se sentirem especiais e dignas, elogiando a sua resistência. Compartilhe Escrituras que falem dos planos especiais de Deus para a vida de cada criança (por exemplo, Jeremias 29.11).
  9. Desenvolva confiança. Mostre às crianças, pelas reações consistentes e piedosas, que você é digno da confiança delas. Evite criticar as crianças ou os pais. Não desperte as defesas delas nem aumente o conflito que já sentem. Sentem que fizer uma promessa, não deixe de cumpri-la rapidamente;
  10. Ensine às crianças versículos-chave aos quais possam recorrer. Os meninos e meninas em situações difíceis precisam saber o que é errado e como agir certo. Eles necessitam do consolo das promessas de Deus. Ajude-os a guardar no coração versículos que falem dos padrões de Deus e os assegure do Seu amor e proteção.
  11. Ore com as crianças e pro elas. As crianças de lares com problemas muitas vezes se sentem engaioladas, solitárias e com medo. Ajude-as a compreender que Deus está sempre vigilante e atento. Encoraje-as a se voltarem para Ele quando precisarem de ajuda. Mostre sua preocupação sincera, ore pelas necessidades especificas das crianças.


Estabeleça uma Política para tratar dos Problemas Graves de abuso
Uma criança pode precisar de mais ajuda do que você pode dar. Prepare uma política-padrão para tratar dos casos de abuso severo. Se achar que uma criança está sendo fisicamente maltratada ou abusada sexualmente, é necessário notificar às autoridades. Consulte o seu supervisor ou Pastor. Ajude a criança a compreender que você tem a responsabilidade de protegê-la. Assegure-a do seu amor e apoio contínuos.

Recebi pelo Grupo de EBD Infantil (Danúbia /SP)
Fonte: http://tiajackebd.blogspot.com.br/2012/01/ensinando-criancas-de-lares.html

terça-feira, 14 de maio de 2013

OS MANDAMENTOS DAS CRIANÇAS

  1. Não me estrague. eu sei que não devo ter tudo o que peço, e, muitas vezes, só estou experimentando você.
  2. Não me corrija na frente de estranhos, se quer algum resultado. Aprenderei mais se você me orientar em particular.
  3. Seja firme comigo, eu prefiro assim, pois faz com que eu me sinta mais seguro.
  4. Nunca se esqueça de que muitas vezes eu não posso me expressar como quero. É por isso que eu não sou sempre preciso no que falo.
  5. Não me diga que meus medos são bobos. Para mim eles são reais, e você poderia tranqüilizar-me, tentando entendê-los.
  6. Não teste muito minha honestidade, às vezes sou tentado a mentir.
  7. Não me deixe adquirir maus hábitos, pois dependo de você para distingui-los.
  8. Não me proteja das conseqüências dos meus atos; às vezes preciso aprender pelos caminhos mais ásperos.
  9. Não pense que seria rebaixar-se pedir desculpas a mim; desculpas sinceras tornam-se surpreendentemente afetuosas;
  10. Não me faça sentir que todos os meus atos são errados. Isso confundirá meu senso de valores.
  11. Nunca me diga que você é perfeito. Ficarei muito decepcionado quando descobrir que você não o é;
  12. Não seja inconsistente, pois isto me confunde.
  13. Não leve muito a sério minhas pequenas dores; às vezes necessito delas para obter a atenção de que preciso.
  14. Não me ignore quando faço perguntas. Se você me ignorar, procurarei as respostas em outro lugar.
  15. Não me faça promessas que você não pode cumprir. Isso me deixará muito decepcionado.
  16. Nunca se esqueça que gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não conseguiria prosseguir na vida sem isto!! Por favor, tolere-me!!!

terça-feira, 26 de março de 2013

NÃO É FÁCIL SER PAI... TAMPOUCO ADOLESCENTE! (por Bárbara Jurgensen)


“Às vezes teus pais não te compreendem ou não querem colocar-se em seu lugar.
Você tentou colocar-se no lugar deles?”

PAIS! UFA!!
Os pais se comportam, às vezes, de formas muito estranhas. Quando você é pequeno, sempre andavam atrás de você dizendo para lavar as mãos e se pentear. Agora, se vêem você diante do espelho, riem e falam que é um convencido. Não há quem os entenda!

Em determinado momento estão furiosos porque dizem que é demasiado independente; no minuto seguinte se queixam alegando que sempre está “grudado” a eles e que não é suficientemente independente.

Te ridicularizam diante de teus amigos, não respeitam sua vida privada; enfim, somente parecem desfrutar amargurando a sua existência e fazendo-lhe a vida muito mais difícil do que já é.

E, é a isto que se chama de “ser pais”?
Não se dão conta de que os adolescentes também tem seus próprios sentimentos?
Sim, é claro que se dão conta. Mas estão rodeados de tantos problemas, e preocupados por tantas dificuldades, que a grande realidade de que você é um ser humano, com direito a pensar, a sentir e a viver por você mesmo, às vezes parece ficar relegado a um segundo plano.

O certo é que quando os filhos se convertem em adolescentes, os pais enfrentam uma situação completamente nova, que a maioria das vezes é surpreendente e inesperada: seus filhos queridos, bons e obedientes, se convertem em um momento para outro em adolescentes voluntariosos e difíceis de governar.

Da noite para o dia se vêem com toda sorte de novas situações: seus filhos saem com garotas (ou vice-versa), assistem a excursões de vários dias, praticam esportes perigosos, começam a trabalhar...

É verdade que também eles passaram por tudo isto, mas com uma diferença: não como pais, senão como adolescentes. Naquela ocasião os pais eram outros, que lutavam e reprimiam, e era eles quem tocava exigir. Mas agora, tem passado a ocupar o lugar de pais, e se sentem responsáveis por você, e na obrigação de ajudá-lo em toda classe de dificuldades e problemas, a maioria dos quais são totalmente novos para você. Deve compreender que para eles, somente o fato de viver com você, com seus costumes, sua música e sua forma de se vestir, já lhes é difícil, quando não frustrante. Não tem que ficar espantado, pois se algumas vezes se mostrarem inquietos e preocupados.

Possivelmente passaram a ocupar sua posição de pais sem estarem tão bem preparados como deveriam. Muitos pais arrastam consigo um lastro de problemas de sua própria infância e juventude; problemas que às vezes se remontam a várias gerações atrás, dentro da tradição da família. Têm todo tipo de temores. Estão inseguros de suas próprias idéias e valores, e possivelmente ainda não tem realizado um projeto de vida que os satisfaça totalmente.

Por outra parte, seu crescimento e desenvolvimento tem criado neles um sentimento mais vivo de dor que produz na vida a perda dessas coisas que se querem.

Para alguns pais, ao dar-se conta de que seus filhos estão crescendo também os faz perceberem de que estão envelhecendo, de que a vida passa com rapidez; tem que enfrentar a triste realidade de que os anos passam velozmente e ainda não tem alcançado os objetivos que se haviam proposto na vida, e que possivelmente já não poderão alcançar.

Esse sentimento de frustração pode conduzir os pais a uma ambição muito comum: tratar de conseguir por seu intermédio tudo o que para eles foram sonhos impossíveis. E isto pode chegar a ser uma verdadeira fonte de problemas.

Outra das razões que motiva muitas vezes a intranqüilidade e o desassossego de seus pais são os comentários da imprensa sensacionalista. Em revistas e periódicos lêem continuamente artigos nos quais se afirma que os pais são responsáveis de todos os problemas da juventude; que os pais são os culpados da degeneração social; que para ser bons pais tem a obrigação de lutar até o fim. E isto os assusta. Nos dias de seus avós, se João era um mal filho, e se comportava como tal, a culpa era do próprio João, de ninguém mais. Em nossos dias, os seus pais são acusados por não haverem sabido tratá-lo, educá-lo e encaminhá-lo corretamente.

Assim pois, deve enfrentar a realidade: ainda que seja um filho modelo, um adolescente perfeito, seus pais continuarão vendo problemas em você, enfrentando-o quase todo o tempo. Não importa o que terá de fazer para agradá-los, não importa o muito que se esforce em tratar de ser um paradigma de adolescente, seus pais seguirão pensando que seus anos de adolescência são os mais difíceis que eles tem tido que enfrentar.


ADOLESCENTES! AI!
Assim vê você a seus pais. Agora vejamos como eles vêem você. Os anos da adolescência não são fáceis. Pode ser que ultimamente tenha crescido tanto que você já quase não se reconhece. Ou quiçá, seja ao revés, e seu crescimento é tão lento comparado com o de seus amigos, que te faz sentir um pouco criança quando está com eles. Possivelmente, o desenvolvimento físico tenha feito você engordar muito e tenhas pernas e braços gordos. Às vezes você se pergunta como te vêem os demais, e se preocupa pensando se realmente chegará a ser o tipo de homem ou mulher que gostaria.

Pouco a pouco, irá se sentindo mais filosófico e pensador. Terá dado conta do que significa ser um mesmo, separado do grupo que formam os demais. Ultimamente tem começado a perguntar-se quem você é, que é a vida e para que está nela.

E o mal é que enfrenta estes problemas em um mundo que a maior parte das vezes se lhe apresenta pouco amistoso, bastante hostil. Certamente a adolescência pode chegar a ser uma época de verdadeira angústia. E a medida que a maturidade se aproxima, a angústia aumenta. Te preocupa a possibilidade de tomar decisões equivocadas - a carreira, o matrimônio, o trabalho, etc. Duvida de sua capacidade para enfrentar todas as responsabilidades de um adulto maduro e responsável.

Por isto quer que te compreendam, que reconheçam seu valor, que se dêem conta de que é uma pessoa capaz de assumir responsabilidades. Mas os que te rodeiam não parecem muito dispostos a ajudá-lo.

Se tem treze anos, teus pais queixam-se de que é muito sensível, de que não se pode dizer-lhe nenhuma palavra sem que você se inflame como pólvora. Por outra parte, alegam que é pouco comunicativo, que não lhes conta nada e que sempre responde com monossílabos às suas perguntas. Possivelmente, você também se dá conta de que não é como os demais, todo amável e simpático como deveria ser, mas tem tantas coisas em que pensar que não lhe sobra tempo para suportar as “tontices” da família.

Se tem catorze, possivelmente já terá resolvido parte dos problemas que te preocupavam aos treze. Sua atitude frente a seus pais é mais serena, e também eles parecem compreendê-lo melhor; se esforçam em ajudá-lo mais e te criticam menos.

Aos quinze anos o problema se agrava outra vez. Teus pais se queixam de que quase não lhes dirige a palavra, de que você guarda tudo, de que se comporta como um mal educado e se veste de forma desalinhada. A verdade é que começas a sentir-se bastante independente. É certo que tens muitas coisas sobre as quais gostaria de dialogar, mas não com seus pais! Você começou a descobrir uma montanha de problemas da idade adulta que pouco a pouco estão aparecendo, e ao mesmo tempo se dá conta de suas próprias limitações para superá-los. Com a esperança de compreender melhor a você mesmo e aos que te rodeiam se tornou um pouco psicológico. Não desanimes; a maioria dos problemas que agora enfrenta desaparecerão no próximo ano.

Aos dezesseis as coisas mudam, você perceberá que a vida não é tão difícil como pensava. Terá aprendido a controlar melhor suas próprias emoções, e vai se sentir mais sociável e amistoso e tentará compreender o ponto de vista dos demais. Sentirá mais confiança em si mesmo, e isto fará ser possível opinar com melhor critérios os outros.

Terá alcançado a primeira fase da maturidade, e pode ser que isto faça que com que seus pais, ao perceberem que já não é tão criança, abram um pouco as mãos, o que motivará maior compreensão. Quando lhe expor um problema, pode confiar em que o tratarão como a um adulto. Pouco a pouco compreenderá que as restrições e proibições que lhe haviam imposto, em certo sentido eram necessárias, e você se sentirá agradecido pela maior margem de liberdade que lhe concedem. Ainda que seja difícil aceitar as proibições que todavia te impõem, pouco a pouco dará conta de que seus pais, no fundo, são bastante razoáveis, e de que se pode dialogar com eles. Trate de aceitar a distância que o separa deles. Não se arrependerá.

Talvez se sinta tentado a pensar que é demasiado difícil ser adolescente. Tem razão. Mas lembre-se que não é fácil ser pais de um adolescente.


COMO CONVIVER COM OS ADOLESCENTES
“Conviver com adolescentes pode resultar em uma experiência estimulante e alegre, cheia de novas idéias e de esperanças. Assim que... aprendamos a desfrutar desta experiência.”

Sobreviver nem sempre é fácil, sobretudo quando se tem um adolescente em casa. Mas as famílias necessitam mais que a mera convivência. Necessitam também alegria, comunicação e amizade. E não há razão alguma para que não tenham estas coisas.


1. DEIXE QUE SE LEVANTEM POR SI MESMOS.
Algumas famílias começam cada dia com uma pequena guerra, porque mamãe chama e ralha aos meninos, chama e ralha, ralha e chama, e volta a repetir o processo uma e outra vez. O adolescente resmunga metade dormindo, metade desperto: “É muito cedo!”, “Chama-me novamente em cinco minutos”, ou simplesmente finge que não escutou.

Como os adolescentes vivem lutando por sua independência, porque não deixá-los que se independam desde cedo, na manhã (ou que comecem desde a manhã de forma independente)? Chamá-los apenas uma vez. Se voltarem a dormir e como resultado disto, perderem alguma atividade importante, logo aprenderá a lição. Deste modo, a família evita uma quantidade de discussões e de frustrações.


2. QUE OS TOQUES DA QUEDA SEJAM FLEXÍVEIS.
Deve existir certa flexibilidade nos horários fixados para voltar para casa e para ir dormir, e esses horários devem ser discutidos com calma pelos afetados. Se você insiste inflexivelmente em que seus adolescentes estejam de volta em casa a uma hora determinada, isso pode privar a seus filhos de alguma atividade grupal inofensiva e agradável, e de, se for esse o caso, ofendê-los desnecessariamente.

No que me diz respeito, não creio que um adolescente que volta para casa às nove da noite tenha menos probabilidade de “andar em algo” que um que regresse à sua casa mais tarde. Me preocupa mais a natureza da saída, a companhia e a disponibilidade de transporte.


3. ACEITE AS DIFERENÇAS QUE EXISTEM ENTRE SEUS FILHOS.
Os filhos homens, não tem porque ser íntimos amigos de seus irmãos ou vice-versa. Tampouco deve pretender-se que sintam um particular agrado uns com respeito de outros. Às vezes, seus interesses e personalidades são demasiado diferentes como para que se possa esperar uma verdadeira afinidade entre eles.

Sem dúvida, os irmãos deveriam aprender desde sua mais tenra idade a tratar-se mutuamente com respeito; a respeitar os sentimentos, as idéias, o tempo, e os pertences de cada um. Mas a menos que seja absolutamente necessário, penso que não é o melhor fazer que um membro da família seja pesado com a responsabilidade de outro.


4. SEJA UM BOM OUVINTE.
A maior parte do que tenho que escutar de meus filhos adolescentes, o tenho escutado entre a meia-noite e as três da manhã. Quando me sinto tranqüilamente para ler ou costurar, meus filhos se sentem menos ameaçados e estão mais predispostos a abrir seu coração. Eles não querem conselhos (quem os quer?). O que querem é falar a fim de clarear seus sentimentos e idéias.

Se eles estão indecisos frente a dois possíveis cursos de ação, somente pergunte-lhes: “Se fizer isto, o que pensa que será o resultado daqui a seis meses? Quais são as vantagens e as desvantagens?”. Escutando-os, você pode ajudá-los a ver os dois lados do problema. E sempre, uma pergunta ou sugestão pode colocá-los no caminho certo. Mas é inútil tentar falar com os adolescentes a menos que eles também estejam dispostos a fazê-lo.


5. NÃO SEJA DOGMÁTICO.
Não perca o controle nas discussões. Não diga: “Isso seria um grande erro. Não deve fazê-lo. Não sabe o que está dizendo.”

É muito melhor dizer: “Porque pensa assim? Conhece algum fato ou experiência que confirmem sua idéia? É uma idéia interessante; creio que vale a pena considerá-la mais a fundo.”

Muitas famílias tem o costume de despertar discussões com assuntos hipotéticos. Conheci uma família que costumava discutir acaloradamente acerca de se um homem e uma mulher deviam ou não viver juntos sem estar casados. Os adolescentes dessa família não tinham a menor intenção de fazer isso, mas defendiam acaloradamente o direito de seus amigos de decidirem por si mesmos.

Trate de desenvolver sua sensibilidade a tal ponto que ela lhe permita saber quando colocar fim a uma discussão.


6. MANTENHA A CALMA.
Os adultos deveriam ter maior domínio próprio e sabedoria que os adolescentes. Use essas qualidades e lembre que os adolescentes são emotivos, sumamente susceptíveis e facilmente inflamáveis.

Os adultos deveriam ser mais compreensivos com os adolescentes, posto que já temos experimentado os sentimentos e os problemas que eles estão vivendo. Deveríamos recordar as pressões e os sofrimentos de nossa própria juventude: as repulsas ou indiferenças, as frustrações, a timidez, e o acabrunhamento. Deveríamos demonstrar aos adolescentes que os aceitamos e que os compreendemos.


7. ESQUEÇAMOS AS PEQUENAS COISAS.
Concentre-se nos assuntos de maior importância. Se você pode ser flexível no tamanho do cabelo, e na escolha da roupa, é mais provável que seus filhos estejam dispostos a responder às normas de comportamento que você espera que sigam em assuntos como o respeito pelos demais, as responsabilidades financeiras, escolares e trabalhos; o interesse pela família, pelos amigos e por seu bem-estar físico, mental e espiritual.


8. CONSERVE SEU SENSO DE HUMOR.
O humor, usado com sabedoria, pode diluir muito uma situação difícil. Um gracejo ou um comentário gracioso podem aliviar a tensão e fazer que todos se unam por meio do riso. Mas evite a ironia, o sarcasmo, a burla, posto que os adolescentes são em geral, reprimidos e muitos susceptíveis a tudo o que os possa ridicularizar.


9. NÃO SE OPONHA A CADA AMIGO/AMIGA ESPECIAL COMO SE A RELAÇÃO FOSSE ACABAR EM CASAMENTO.
Trate de não interferir. Não podemos saber de antemão qual relação se transformará em algo duradouro e permanente; ou, no caso de que sejam duradouras e permanentes, quais delas seguirão sendo felizes e estáveis.

Se seus filhos são felizes em casa e com seus amigos, haverá menos possibilidades de que comecem relações inadequadas, pois isto geralmente ocorre quando o adolescente se sente só, miserável ou aborrecido.


10. DESFRUTE DE SEUS FILHOS ADOLESCENTES ENQUANTO PODE.
Concentre-se no que pode compartilhar com seus adolescentes e não nas diferenças que existem entre você e eles.

Você tem visto com alegria como cresciam até converter-se em adolescentes, e quer seguir sendo amigo de seus filhos. Trate então de gozar com eles, e de guardar essa alegria como ela é, um tesouro.

Viver com adolescentes pode ser às vezes uma questão de sobrevivência. Mas também pode ser uma experiência estimulante e alegre, cheia de novas idéias e de esperanças. Assim que... aprendamos a desfrutar desta experiência. 

Fonte: Internet